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Saúde

29/09/2020 - 15:59

UPA Perus | Problemas seguem sem solução 9 meses depois de inaugurada

Se em julho deste ano, a UPA Perus escondia problemas na hidráulica, cobertura da unidade, segurança dos pacientes, agora escancarou o descaso pela população e seu objetivo: o lucro!

A exemplo do que vem realizando em outros serviços de saúde, o Sindsep esteve no último dia 23 na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Perus, região Noroeste da cidade de São Paulo, para saber como está a situação de trabalhadores e população atendida.
 
A UPA Perus, inaugurada em dezembro de 2019, sob gestão terceirizada da organização social SPDM, já acumula em nove meses de funcionamento uma série de reclamações de trabalhadores, falta de condições para o atendimento e problemas na estrutura.
 
Alguns dos problemas, identificados dois meses atrás e levados à supervisão do serviço, seguem sem solução. Problemas hidráulicos e na instalação elétrica, ar condicionado danificado e autoclave sem funcionar desde o início do serviço continuam sem reparo, portas que separam dependências quebradas, camas e colchões danificados. 
 
 
 
 
 
A população também reclama da falta de enxovais para os pacientes internados. "Não havia toalhas para os pacientes se enxugarem quando fizemos a vistoria. Metade das camas estavam danificadas e os colchões rasgados inviabilizam a desinfecção adequada para evitar contaminação dos pacientes", relata Lucianne Tahan, coordenadora de região Noroeste do Sindsep.
 
 
Outro problema que se arrasta e vem gerando muitas reclamações junto ao Sindsep refere-se à sobrecarga do pessoal de enfermagem, obrigado a desempenhar outras tarefas que não são de sua responsabilidade. 
 
 
 
O que diz a SPDM?
 
Nesta terça (29), a dirigente do Sindsep participou da reunião do Conselho Gestor da UPA Perus, onde os conselheiros pediram esclarecimentos à gerência da unidade sobre os problemas que persistem e quando serão solucionados.
 
O gerente, representante da SPDM, admitiu falhas da empresa que faz o abastecimento de enxovais, disse que será resolvido o problema de falta de toalhas para os pacientes se enxugarem, mas não estabeleceu prazo. 
 
Com relação às camas quebradas, o gerente afirmou que até o próximo dia 6 a empresa fará o reparo. Quanto aos colchões, a justificativa foi de que mensalmente são feitas reposições, no entanto Lucianne Tahan verificou que metade deles estão rasgados, colocando em risco o tratamento de pessoas internadas.
 
No caso da manutenção elétrica e hidráulica da unidade, o gestor informou que a partir de outubro haverá um técnico de segunda a sexta-feira disponível para os reparos.
 
Sobre os problemas relacionados ao ar condicionado e a autoclave parada há 9 meses, o representante da OS disse se tratar de problemas estruturais. 
 
Sem acesso ao projeto da UPA
 
A diretora do Sindsep disse que assim como os problemas de equipamentos, há meses vem acompanhando a solicitação do Conselho Gestor de acesso ao projeto da UPA. "Até o momento o conselho não recebeu o projeto da UPA. As questões estruturais segundo a SPDM foram encaminhadas à Secretaria Municipal de Saúde para providências. Essa ausência do projeto demonstra mais uma vez que a obra da UPA foi feita de qualquer jeito, somente para inaugurar e agora população e trabalhadores sofrem com estes problemas 'estruturais'".
 
Trabalhadores também relataram à direção do Sindsep que a organização social SPDM transfere para a equipe de enfermagem os serviços de rouparia, que está sem funcionários nos finais de semana e plantões noturnos; de bombeiro civil, que não foi contratado até este momento; e gasoterapia, por falta de pessoal no setor.
 
"Tudo isso tem gerado grande sobrecarga aos trabalhadores da saúde e nós vamos continuar cobrando o direito ao bom atendimento da população e condições de trabalho aos profissionais", avisou Tahan.
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