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Mais uma vitória em Santa Catarina contra as OSs

23/12/2010 00:00

O Prefeito Municipal de São José, Djalma Berger, insistiu em levar à votação seu Projeto de Lei de entrega da gestão da saúde pública do município ao controle de uma entidade privada (OSCIP). O projeto do prefeito, depois da manifestação de milhares de adesõesde munícipes num abaixo-abaixo-assinado contrário a este projeto, depois do pronunciamentode diversas entidades sindicais e populares contra ele,foi rejeitadohoje por 8votos a 5.Uma vitória da mobilização popular em defesa da saúde pública.

O vereador Battisti apósdefender a rejeição do Projeto declarou: "Ganhamos hoje uma importante batalha contra a privatização da saúde. Foi uma luta do SINTRAM, da UJAM, do nosso mandato, de várias associações de moradores, de diversos sindicatos, do SINTESPE e da CUT. Minha atuação inclusive esteve respaldada por umaresolução do diretório estadual do PT que orientou todos os prefeitos e vereadores do partido em SC a se contrapora entrega de serviços de saúde à Organizações Sociais/OCIPs. Esta vitória se somaa de Caçador, aonde o prefeito do PSDBtinha um projeto semelhante ao do prefeito Djalma Berger, ambos, coincidentementeoriginários damesma fonte: a política privatista de José Serra e dos tucanos em SP".

Pedido de Vistas dá oportunidade para mobilizar pelo prédio da Beira-Mar para a USJ

Asessão de hoje da Câmara de Vereadores aprovou o "pedido de vistas" do vereador Battisti ao Projeto de Lei de autoria do prefeito Djalma Bergerque o autoriza a vendera atual sede administrativa do munícipio. Por traz da jogada da venda da sede está a apropriação inescrupulosa doprédio da Beira-Mar (destinado originalmente para abrigar o Colégio de Aplicação e a Universidade Municipal-USJ) construído com verbas da educação pública. O inexplicável é que ninguém sabe aondevão ser gastos os R$ 11 milhões previstos de arrecadar com a venda.

Este pedido de vistaspermite que esta decisão seja só tomada na próxima legislatura que se inícia em fevereiro, o que dá uma oportunidade para que estudantes, professores e funcionários da USJ se mobilizem para pressionar pela rejeição do projeto no plenário da Câmara de Vereadores.